Presstur - A TAP vai voltar a reforçar a sua frota de aviões de longo curso, que este ano já foi aumentada com dois aviões Airbus A330, com mais um avião deste modelo do fabricante europeu, segundo revelou a directora financeira da companhia, Teresa Lopes, ao intervir na CAPA's Airline Fleet & Finance Asia Summit 2014, em Singapura.
A executiva, que não especificou datas para esse reforço dos aviões de longo curso, indicando apenas que será em 2016, avançou na mesma ocasião que também a Portugália, subsidiária da TAP, vai ter uma renovação da frota, com a substituição de seis Fokker 100, de que uma possibilidade é ser por seis Embraer 190.
Depois de alguns anos de congelamento dos investimentos em frota, que levou, por exemplo, a que em 2013, apesar de novos destinos, a sua capacidade total em ASK (do inglês para lugares x quilómetros percorridos) tenha estagnado no mesmo nível de 2012, sem contudo ter deixado de ter aumentos de tráfego tanto em RPK como em número de passageiros embarcados, a TAP incorpora este ano seis aviões, dois A330 de longo curso e quatro aparelhos de médio curso da família A320, bem como substituiu dois Beechcraft por dois ATR .
A directora financeira da TAP, que foi uma das principais oradoras da Cimeira da CAPA realizada em Singapura, avançou nessa intervenção que entre 2001 e 2013 o número de passageiros entre a Europa e o continente americano que fizeram conexão em Lisboa aumentou cinco vezes, elevando-se a 1,2 milhões, e que no caso das ligações entre a Europa e África o aumento foi de 400%, para 369 mil.
A executiva também destacou os ganhos de produtividade da TAP, indicando que entre 2000 e 2013 a TAP mais do que duplicou (+122%) o número médio de ASK (unidade de capacidade) por empregado, passando de 2,3 milhões para 5,1 milhões.
Teresa Lopes também avançou na mesma intervenção que a TAP tem uma taxa de utilização dos aviões da sua frota muito superior à média europeia, em 13,6% no caso da frota de longo curso, em 66,7% no caso da família A320 de médio curso e em 63,2% na frota regional da Portugália.
A directora financeira disse ainda nessa ocasião que a TAP equacionará voar para a Ásia quando receber os novos A350, previstos a partir de 2017.
Segundo uma notícia da CAPA, na mesma intervenção a directora financeira afirmou que para o financiamento dos novos A350 a TAP conta com a sua privatização, mas que se ela não ocorrer irá aos mercados financeiros.
Teresa Lopes, ainda de acordo com os destaques da CAPA, comentou que ter acesso a capital é importante para a TAP poder crescer com uma estrutura de capital mais equilibrada.
A executiva respondia à questão se a companhia preferia a privatização em Bolsa ou através da venda a “parceiros estratégicos”, dizendo que esta opção seria “muito interessando se houver uma boa complementaridade”.
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