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A Alitalia, que passou a ter como accionista de referência a Etihad, em lugar do grupo Air France KLM, anunciou, com quase dois anos de antecedência, pretender cessar os acordos com as companhias do grupo franco holandês, porque considera que “minam” a sua capacidade de reestruturar a sua rede e “atingir a sustentabilidade de longo prazo”.
A decisão foi anunciada pelo CEO da companhia italiana, Silvano Cassano, designado no quadro da tomada de 49% da companhia pela Etihad, que em comunicado da companhia apresentou mesmo a decisão como a resposta à necessidade da Alitalia e Itália “voltarem a ganhar o mercado do turismo receptivo”.
“A nova Alitalia está numa nova posição. O nosso negócio precisa de acordos que gerem valor equitativo a cada uma das partes”, sublinhou, reforçando a ideia de que na sua visão os acordos comerciais que a companhia tinha com o grupo Air France KLM eram desvantajosos para a italiana.
Aliás, Silvano Cassano diz mesmo que esses acordos foram negociados quando a Alitalia estava “numa posição muito diferente” e que na actual forma “favoreciam a outra parte” e “não eram mais benéficos, quer comercialmente quer estrategicamente, para a nova Alitalia e o seu ambicioso plano de reestruturação”.
Os acordos foram celebrados em 2009 e 2010, pela antiga Alitalia CAI, depois que o grupo Air France KLM se posicionou como o principal investidor em mais um dos planos de recuperação da companhia italiana, com a compra de 25% do capital.
No ano passado, no âmbito de novo plano de reestruturação foi a Etihad que avançou e tomou 49% do capital da companhia, que passou a ser a Alitalia SAI a partir de 1 de Janeiro deste ano, e que agora a cerca de dois anos de distância, pelo que indica, anuncia que não renovará os acordos de parceria e joint-ventures com o grupo Air France KLM quando em 2017 for da sua renovação.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Nova Alitalia ‘descolou’ dia 1 com ‘contas’ em conjunto com a Etihad
Presstur
A nova Alitalia SAI, Alitalia Società Aerea Italiana, que resulta da concretização, a 23 de Dezembro, das formalidades relativas à entrada no seu capital da Etihad Airways, com uma participação de 49%, iniciou as operações ontem, dia 1.
O primeiro voo da nova entidade, segundo informou em comunicado, foi de Nova Iorque JFK para Milão, em Airbus A330 que ostentava o logo “Expo Milano 2015” da Alitalia e Etihad, designadas companhias aéreas oficiais do evento que vai decorrer entre Maio e Outubro e que os organizadores esperam atraia 20 milhões de visitantes.
“E assim começa a nova Alitalia, uma nova companhia aérea de maioria italiana e 49% detida pela Etihad Airways”, frisa o comunicado, enquanto o seu CEO, Silvano Cassano, citado na informação, destaca que “há muito trabalho a fazer”, mas que tenciona “agir rapidamente”.
Já na próxima Primavera, diz Cassano, ex-CEO do Grupo Benetton, a nova Alitalia irá retomar as ligações com a China e aumentar os serviços para a América do Norte e América Latina.
“Vamos desenvolver um leque de novos destinos, novos serviços e uma frota com mais aviões de longo curso, nova imagem e novos interiores”, salienta ainda Cassano.
“E os nossos clientes, que doravante serão os nossos hóspedes, serão a nossa inspiração”, conclui a declaração de Cassano citada no comunicado a anunciar a “nova Alitalia”, de que faz um ‘retrato’ em conjunto com a Etihad, dizendo que “servem 168 destinos com uma frota de 227 dos mais modernos aviões do mundo”.
O comunicado salienta ainda que “o acordo com a Etihad” vai permitir uma maior número de “conexões convenientes através do hub de Abu Dhabi”, bem como permitirá “o desenvolvimento de toda uma nova rede de voos para a Ásia, Médio Oriente, África e Austrália”.
O exemplo da Alitalia foi muito citado nas últimas semanas pelo Governo português, designadamente pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para defender a privatização da TAP em detrimento do que designa por “recapitalização”, que alegadamente teria sido o caso da companhia italiana e que acarretou a redução de milhares de postos de trabalho.
A história da Nova Alitalia, porém, evidencia que o que houve foi um ‘resgate’ da companhia que ascende a 1.758 milhões de euros, financiado maioritariamente por entidades italianas para viabilizar a entrada da Etihad, cujo investimento ascendeu a 387,5 milhões de euros para ficar com 49% da nova companhia, a que acrescentou mais 112,5 milhões para ficar com o Alitalia Loyalty Spa, que opera o programa de fidelização MilleMiglia .
Photo:Ethiad
A nova Alitalia SAI, Alitalia Società Aerea Italiana, que resulta da concretização, a 23 de Dezembro, das formalidades relativas à entrada no seu capital da Etihad Airways, com uma participação de 49%, iniciou as operações ontem, dia 1.
O primeiro voo da nova entidade, segundo informou em comunicado, foi de Nova Iorque JFK para Milão, em Airbus A330 que ostentava o logo “Expo Milano 2015” da Alitalia e Etihad, designadas companhias aéreas oficiais do evento que vai decorrer entre Maio e Outubro e que os organizadores esperam atraia 20 milhões de visitantes.
“E assim começa a nova Alitalia, uma nova companhia aérea de maioria italiana e 49% detida pela Etihad Airways”, frisa o comunicado, enquanto o seu CEO, Silvano Cassano, citado na informação, destaca que “há muito trabalho a fazer”, mas que tenciona “agir rapidamente”.
Já na próxima Primavera, diz Cassano, ex-CEO do Grupo Benetton, a nova Alitalia irá retomar as ligações com a China e aumentar os serviços para a América do Norte e América Latina.
“Vamos desenvolver um leque de novos destinos, novos serviços e uma frota com mais aviões de longo curso, nova imagem e novos interiores”, salienta ainda Cassano.
“E os nossos clientes, que doravante serão os nossos hóspedes, serão a nossa inspiração”, conclui a declaração de Cassano citada no comunicado a anunciar a “nova Alitalia”, de que faz um ‘retrato’ em conjunto com a Etihad, dizendo que “servem 168 destinos com uma frota de 227 dos mais modernos aviões do mundo”.
O comunicado salienta ainda que “o acordo com a Etihad” vai permitir uma maior número de “conexões convenientes através do hub de Abu Dhabi”, bem como permitirá “o desenvolvimento de toda uma nova rede de voos para a Ásia, Médio Oriente, África e Austrália”.
O exemplo da Alitalia foi muito citado nas últimas semanas pelo Governo português, designadamente pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para defender a privatização da TAP em detrimento do que designa por “recapitalização”, que alegadamente teria sido o caso da companhia italiana e que acarretou a redução de milhares de postos de trabalho.
A história da Nova Alitalia, porém, evidencia que o que houve foi um ‘resgate’ da companhia que ascende a 1.758 milhões de euros, financiado maioritariamente por entidades italianas para viabilizar a entrada da Etihad, cujo investimento ascendeu a 387,5 milhões de euros para ficar com 49% da nova companhia, a que acrescentou mais 112,5 milhões para ficar com o Alitalia Loyalty Spa, que opera o programa de fidelização MilleMiglia .
Photo:Ethiad
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Ethiad vai ficar com 49% da Alitalia
Companhias confirmam em declaração conjunta
Presstur
A Ethiad Airways e a Alitalia confirmaram em declaração conjunta divulgada hoje terem “acordado os termos principais e condições” para a companhia do Abu Dhabi ficar com 49% da italiana, alargando assim o leque de ‘satélites’ europeus que já fazem parte do seu portefólio.
Este desfecho há muito que era antecipado pela imprensa especializada que sublinhava que a companhia italiana só teria condições de continuar a voar depois de Agosto se tivesse uma substancial injecção de capital
A declaração conjunta das duas companhias nada diz sobre os termos e condições acordados, referindo apenas que a conclusão da transacção depende de passar o crivo das autoridades de regulação, mas que é sua intenção “finalizar” os documentos da transacção “tão rápido quanto possível”.
Esta nova aquisição da Etihad numa companhia aérea europeia, e logo na ‘companhia de bandeira’ do quarto maior mercado da aviação comercial na União Europeia, vai suscitar uma intensificação das preocupações a que deram voz os dois maiores grupos aéreos europeus, a Lufthansa e a Air France-KLM, através de uma carta assinada pelos sete CEOs das suas companhias dirigida aos comissários europeus dos Transportes e da Concorrência.
Nessa carta, assinada por Carsten Spohr, CEO do grupo Lufthansa, Alexandre de Juniac, CEO do grupo Air France - KLM, Frédéric Gagey, CEO da Air France, Camiel Eurlings, CEO da KLM, Harry Hohmesiter, CEO da Swiss, Jaan Albrecht, CEO da Austrian Airlines, e Bernard Gustin, CEO da Brussels Airlines, é afirmado, sem nunca referenciar qualquer companhia, que questionam as aquisições de transportadoras aéreas europeias por transportadoras de países que “ignoram os princípios da concorrência leal que são aplicados na União Europeia”.
A assinatura desta carta por parte do grupo Air France - KLM foi considerada uma ‘surpresa’ pois o grupo francês tem tentado uma aproximação com a Etihad, com a qual, aliás, terá que negociar o que acontece em relação à participação que o grupo franco-holandês tem na Alitalia, adquirida no quadro de uma primeira operação de resgate da italiana montada pelo então primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, em 2009.
A imprensa internacional, ao noticiar a declaração conjunta de hoje da Etihad e da Alitalia, recupera declarações do ministro italiano das Infra-estruturas, Maurizio Lupi, que no início deste mês disse que a Etihad tencionava investir 560 milhões na Alitalia, a que acrescentará mais 690 milhões nos próximos quatro anos.
A imprensa também noticiou que a Etihad exigiu da Alitalia uma redução dos emprego em 2.251 postos de trabalho, para 11.470, bem como estava a negociar com a banca uma reestruturação da dívida da italiana que inclui o perdão de uma parte substancial.
Ainda em Dezembro a companhia italiana recebeu uma injecção de 500 milhões de euros, 300 milhões dos accionistas, uma parte dos quais dos Correios italianos, e 200 milhões em linhas de crédito.
Photos:Duncan Stewart - LAX
Presstur
A Ethiad Airways e a Alitalia confirmaram em declaração conjunta divulgada hoje terem “acordado os termos principais e condições” para a companhia do Abu Dhabi ficar com 49% da italiana, alargando assim o leque de ‘satélites’ europeus que já fazem parte do seu portefólio.
Este desfecho há muito que era antecipado pela imprensa especializada que sublinhava que a companhia italiana só teria condições de continuar a voar depois de Agosto se tivesse uma substancial injecção de capital
A declaração conjunta das duas companhias nada diz sobre os termos e condições acordados, referindo apenas que a conclusão da transacção depende de passar o crivo das autoridades de regulação, mas que é sua intenção “finalizar” os documentos da transacção “tão rápido quanto possível”.
Esta nova aquisição da Etihad numa companhia aérea europeia, e logo na ‘companhia de bandeira’ do quarto maior mercado da aviação comercial na União Europeia, vai suscitar uma intensificação das preocupações a que deram voz os dois maiores grupos aéreos europeus, a Lufthansa e a Air France-KLM, através de uma carta assinada pelos sete CEOs das suas companhias dirigida aos comissários europeus dos Transportes e da Concorrência.
Nessa carta, assinada por Carsten Spohr, CEO do grupo Lufthansa, Alexandre de Juniac, CEO do grupo Air France - KLM, Frédéric Gagey, CEO da Air France, Camiel Eurlings, CEO da KLM, Harry Hohmesiter, CEO da Swiss, Jaan Albrecht, CEO da Austrian Airlines, e Bernard Gustin, CEO da Brussels Airlines, é afirmado, sem nunca referenciar qualquer companhia, que questionam as aquisições de transportadoras aéreas europeias por transportadoras de países que “ignoram os princípios da concorrência leal que são aplicados na União Europeia”.
A assinatura desta carta por parte do grupo Air France - KLM foi considerada uma ‘surpresa’ pois o grupo francês tem tentado uma aproximação com a Etihad, com a qual, aliás, terá que negociar o que acontece em relação à participação que o grupo franco-holandês tem na Alitalia, adquirida no quadro de uma primeira operação de resgate da italiana montada pelo então primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, em 2009.
A imprensa internacional, ao noticiar a declaração conjunta de hoje da Etihad e da Alitalia, recupera declarações do ministro italiano das Infra-estruturas, Maurizio Lupi, que no início deste mês disse que a Etihad tencionava investir 560 milhões na Alitalia, a que acrescentará mais 690 milhões nos próximos quatro anos.
A imprensa também noticiou que a Etihad exigiu da Alitalia uma redução dos emprego em 2.251 postos de trabalho, para 11.470, bem como estava a negociar com a banca uma reestruturação da dívida da italiana que inclui o perdão de uma parte substancial.
Ainda em Dezembro a companhia italiana recebeu uma injecção de 500 milhões de euros, 300 milhões dos accionistas, uma parte dos quais dos Correios italianos, e 200 milhões em linhas de crédito.
Photos:Duncan Stewart - LAX
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